Por Dra Mariana Roldi, Dr Alexandre Toledo e Dr Fábio Poianas Giannini A crise dos prontos-socorros hospitalares e das Unidades de Pronto Atendimento no Brasil é frequentemente explicada quase exclusivamente pela demanda, seja pela procura de casos que poderiam ser resolvidos em outros pontos da rede, por fragilidades da Atenção Básica ou por picos sazonais. Esses fatores são relevantes, mas não explicam, sozinhos, a persistência do congestionamento observado em diferentes serviços e contextos. A literatura descreve a superlotação como um fenômeno multifatorial, distribuído ao longo de todo o percurso do paciente, desde a entrada até o processamento interno e a...